quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quando me VEJO reclamando...

Vai entender as coisas da vida, hoje era um dia comum... Faculdade, trabalho, vai pra cá, pegar isso ali, tenho que ver a vó, retirar um cheque, levar o carro pra ver inspeção... E a coisa que mais resolvi fazer hoje foi RECLAMAR.

Tive que ir ao centro de São Paulo e para variar um pouco na rotina da cidade peguei um putaaa transito e um ônibus mais que lotado, sem falar no metrô. Eram 2h da tarde, aquele sol em minha cabeça fritando só me fazia pensar em carro, ar condicionado e o que fazia estar ali, naquela rua de 16m de largura que nem carro passava e mesmo assim não havia espaço para as pessoas... Peguei uma fila na prefeitura de dar inveja de tão grande que era e eu só sabia reclamar e mais reclamar e então ás 5h tive que tomar o caminho da roça novamente. O metrô não está tão cheio tinha apenas os lugares de idosos e deficientes para me sentar e não pensei duas vezes... Sentei-me como se tivesse todo o direito do mundo ou porque sabia que alguém lá de cima estava vendo tudo que havia feito e passado durante o dia e que no mínimo digno de voltar sentado eu era. A duas estações depois um mulher com deficiência visual entrou, eu me levantei e me posicionei ao lado dela só que de pé e então ela disse sorrindo: “Quem que se levantou pra eu me sentar?” o idoso ao seu lado disse “foi o menino na sua frente” ela então virou pra mim e disse “Mais agora você vai ficar de pé, isso não é muito justo” Rapidamente e sem dar muita bola e um pouco irritado de ter que me levantar respondi “Não se preocupe já vou descer...” e então começamos a conversar ela perguntou o que eu fazia e não sei por que motivo comecei a me abrir com ela e seu sorriso não saia do rosto. Contei que fazia arquitetura, que estava na prefeitura por conta de um projeto e tudo mais. E ela com sua deficiência que se tornava tão invisível a tamanha simpatia e bom humor me disse ”Eu sento que tenho que ajudar os outros, então trabalho em creches/orfanatos.” E na mesmo hora eu me deparei com com alguém que precisa de ajuda e mesmo assim tinha a vontade de ajudar... Ao sair do metrô, eu com meus pensamentos fomos caminhando e me perguntando que direito tinha de reclamar da vida, de reclamar que tive pernas para ir até o ponto e dinheiro para pagar a passagem... Que posso ir a faculdade e que tenho um emprego. Que melhor tenho idade e disposição para fazer e aproveita ao máximo tudo e pouco faço. Me perguntei quando havia agradecido por ter olhos e conseguir ver o sol e em meio a tanta correria não olhei para ele hoje. Acho que faço muito, tem gente que faz por elas e por mais alguém. Tem gente que faz todo dia e o primeiro me cansou... E chegando em casa me perguntei quando todos nós vamos enxergar pelos olhos de quem não consegue ver ?!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Peso De Uma Idade.

Eu (65)

 

Olhando para trás parece que foi a três semanas que entrei na escola, e brincava no parquinho de areia; a menos de dois dias me formei e deixei de lado, o ar de criança. Amadurecimento, o qual acontece por bem ou por mal. Não sei o seu real motivo, ou o porquê não podemos envelhecer sendo crianças. Creio que seja aprendizado, para que assim sofremos menos quando encararmos o mundo de frente. E eu to preparado pra isso? Estou hoje a um passo dos meus 19 anos de idade e isso faz com que eu pensei em tudo, em todas minhas ações e relações que tenho com o mundo. E como um jovem normal as perguntas se ficção em minha mente. Sei lá, em poucos anos vou me formar na faculdade, terei uma família e mal sei como fazer tudo isso funcionar perfeitamente bem. É um medo de ser um pouco menos que meus pais, talvez de não conseguir agradar meus filhos e minha esposa. Será que vou casar? Emprego, Ainda há de ter um pra mim? Como todos, sonho em ser bem sucedido e ter o carro do ano; mais a responsabilidade de não desapontar meu pais e tanta que me pego às vezes sendo sustentado por eles e com um bilhete único na mão. É preciso começar a estudar, a correr atrás cada dia mais e mais para que assim um dia eu pelo menos diga. “Curti, vivi e tentei”