
Você muda de escola no mear de sua vida acadêmica, onde deixa de ser criança e não tem nada de adolescente... Tudo na nova escola te incomoda, e todos são muito estranhos. A sua grande sorte é ter um rostinho bonito que faz com que as meninas te queiram próximo. Conseqüentemente por estar próximo de meninas. Meninos... Crianças te julgam por algo que nem eles, nem você mesmo sabem o motivo. E no final, os que mais te olhavam torto, os que mais me julgavam... Tornaram-se meus melhores amigos. E se hoje falo melhores e porque tenho certeza do que estou relatando... Foram anos e anos de teste, erros e aprendizado para que assim chegasse a ser amizades indestrutíveis. A gente já brigou por mulher, já paramos de nós falarmos... Já deixamos de falar com o resto da sala e nos fechamos num quarteto ridículo que na sexta série, era o que eu mais amava fazer... A gente amou a mesma menina, mas a deixamos de lado, pois vimos que mulher tem em todo lugar. Já tive N motivos para saber que um sempre vai defender o outro não importa a situação. Já ri demais, foram praias e festas, dormidas um na casa do outro... É a gente andava junto para qualquer canto, essas ruas nas proximidades que sabe o quanto nossos pés andaram por aqui. Andar de ônibus, ir no mc...Qualquer coisa era boa, qualquer lugar era role. Sorrir, consolar, desabafar... chingar! Falar que não quer mais ver... Mandar se fuder. SPEDA, VAI TOMA NO CÚ! É já falei muito isso, já ouvi também. Os finais de semana eram pequenos, a gente sonhava alto... Talvez eu nunca acreditasse que o Pe estaria assim hoje. Mais no fundo eu sempre quis isso pra ele, ele sempre amou demais fama... E não é o moleque faz por merecer. Antes eu acreditava que a distancia mudaria alguma coisa. Mas não, o que é...é. E ninguém muda. Tenho eles por mim e eu estou por eles. Depois de tanto tempo, não poderia ser diferente.


